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Barbeiro de 72 anos mantém tradição familiar em barbearia do Barreiro

Joaquim, que aprendeu o ofício aos nove anos com o pai, segue trabalhando no estabelecimento Os 5 Jovens, no Barreiro (Portugal), onde gerencia a equipe e atende clientes há décadas.

Foto: New in Barreiro

No Barreiro, em Portugal, um profissional de 72 anos demonstra que a paixão pelo ofício pode superar as barreiras da idade. Joaquim, que começou a trabalhar aos nove anos subindo num banco para alcançar o rosto dos clientes do pai, continua ativo na barbearia Os 5 Jovens. O caso interessa ao setor por ilustrar a longevidade de uma tradição familiar e a manutenção de um negócio local através de gerações.

A trajetória de Joaquim começou em Penamacor, onde todos os quatro irmãos homens aprenderam a manejar a navalha com o pai, que abria o salão apenas nos fins de semana. Aos dez anos, já cortava cabelos, mas foi aos treze ou catorze que saiu para Lisboa para aperfeiçoar técnicas como o corte francês e o uso do secador. Após trabalhar em bairros como Alfama e Caneças, mudou-se para o Barreiro, onde uma irmã mais velha residia.

A oportunidade de gerir seu próprio negócio surgiu em 1980, quando um irmão propôs a compra de uma barbearia ao proprietário. Reunindo os irmãos, que eram todos barbeiros, eles assumiram o estabelecimento. Joaquim batizou o local como Os 5 Jovens, referência aos cinco profissionais da equipe na época: três irmãos e dois empregados, todos jovens.

Hoje, Joaquim é o único dos quatro irmãos originais a permanecer no comando do negócio. Ele divide a gerência com Gonçalo e Rui, que atendem nas outras cadeiras. Enquanto Joaquim mantém sua preferência por cortes clássicos, encaminha clientes que buscam estilos mais modernos para seus colegas. A barbearia continua a receber novos frequentadores, mas também mantém laços fortes com antigos clientes, incluindo um homem de 98 anos que visita o local desde os anos 1980.

Para chegar ao trabalho, Joaquim percorre uma rota diária que inclui dois ônibus e um barco, partindo de sua casa em Alfama. Apesar da distância, ele considera o Barreiro sua "casa de trabalho" e afirma não ter intenção de parar enquanto a saúde permitir. Como resume o profissional: "É por amor." Essa dedicação garante a continuidade de um serviço que já atravessou mais de seis décadas.

Redação BarberRicci, com informações de New in Barreiro.

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